Sobre nossos afetos
A crônica propõe uma profunda investigação filosófica sobre o afeto, definindo-o como um sentimento soberano que ignora castas ou estratos sociais, atuando como o verdadeiro antídoto contra a barbárie e a violência. O autor adverte que a ambição e o individualismo do mundo moderno constroem muros que distanciam as relações humanas, sufocando nossa capacidade de compreender as necessidades do outro. Ao resgatar conceitos de justiça, equilíbrio e citar a lógica da violência (em diálogo com Sartre), o texto nos confronta com o nosso próprio egoísmo e com a tendência de esconder os sentimentos por vergonha. No fim, apresenta-se uma escolha ética urgente para o nosso tempo: continuar nos defendendo através do ataque (“lançar a primeira pedra”) ou escolher o acolhimento (“lançar o primeiro abraço”).
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