Autor: Nilson Lattari

Crônicas

Final dos tempos

A crônica explora a natureza efêmera do tempo e as diversas faces do “fim”, desde a obsolescência de objetos até a finitude da vida individual. O autor argumenta que, embora o fim seja uma fatalidade real, o avanço em direção ao desconhecido é o que permite a criação de novas vidas e a preservação do conhecimento. Ao encarar nossos problemas com coragem e cuidar da “maquinaria” que é o corpo e a mente, exercemos a capacidade de adiar o nosso próprio final, transformando a transitoriedade em um motor de desenvolvimento e melhoria pessoal.

Read More
Crônicas

Selo da alma

Nesta crônica filosófica, o autor apresenta o conceito de “Selo da Alma”, uma marca de identificação única e intangível que define a essência e a vocação de cada ser humano. O texto reflete sobre o conflito entre seguir esse propósito vital ou render-se às pressões da sobrevivência, expandindo essa análise para o coletivo: as nações que, mesmo sob domínio, preservam sua soberania interna através de valores inabaláveis. É um convite à ratificação da própria identidade como forma de manter-se intacto perante o mundo.

Read More
Texts in English

Being and seeming

This profound essay explores the tension between essence and appearance, challenging the “theatre of vanities” that defines modern social interaction. Through sharp observations on hypocrisy—such as the contradiction between faith and fear, or moral posturing and ethical shortcuts—the text suggests that “being” has become an act of courage. It concludes that in a world of mirrors, those who refuse to perform are the ones who truly navigate reality, even if it means standing alone outside of the “bubble of iniquities.”

Read More
Crônicas

Ter ou não ídolos?

Nesta crônica, o autor mergulha em uma análise crítica sobre a natureza da idolatria na pós-modernidade. Ele propõe uma distinção vital entre a admiração — um reconhecimento saudável da competência e coragem alheia — e o culto cego, que anula o “eu” em favor de figuras muitas vezes falhas. O texto alerta para a transitoriedade dos ídolos físicos e a ascensão das “ideias-ídolo”, muitas vezes alimentadas por mentiras e soluções simplistas que visam apenas saciar egos e validar preconceitos. Ao final, a reflexão sugere que, em um mundo de decepções rápidas, a idolatria tornou-se um produto descartável, submetido ao “gosto do freguês”.

Read More
Crônicas

Piscar de olhos

A crônica investiga a complexidade do olhar humano, tratando-o como um instrumento de poder, sedução e proteção. Através de metáforas ricas e expressões populares, o texto discorre sobre como um simples “piscar de olhos” pode carregar mil palavras, desde a repreensão materna até o pacto de confiança num negócio. O autor conclui que, embora o olhar seja a nossa bússola externa, é no momento em que os olhos se fecham — na paixão ou na entrega — que o mundo exterior perde sua força e a verdade interna prevalece.

Read More
Crônicas

Mestres do cotidiano

A crônica reflete sobre a maestria oculta na simplicidade daqueles que enfrentam os desafios da vida com criatividade e intuição. Assim como o artesão retira o excesso da madeira para revelar a arte, os mestres do cotidiano filtram prioridades para sobreviver e prosperar no anonimato. O texto exalta a experiência prática como uma forma legítima de conhecimento que permite soluções eficazes onde a teoria muitas vezes falha, transformando a adaptação em uma ferramenta de mudança e evolução pessoal.

Read More
Textos en español

En la búsqueda del conocimiento

La obra analiza cómo la facilidad tecnológica ha transformado el conocimiento en un proceso perezoso, alejando al individuo de la introspección y el sentido crítico. Compara la generación analógica con la digital, advirtiendo sobre los peligros de los “expertos de redes sociales” y la falta de ética que surge al rechazar el cuestionamiento. Propone que el verdadero saber no reside en los buscadores, sino en la capacidad de dudar de uno mismo, cultivar la empatía y volver a las fuentes confiáveis para fortalecer la mente.

Read More
Crônicas

Mundo que ensina

A crônica defende a profissionalização do ensino, combatendo metáforas românticas que muitas vezes mascaram a precariedade salarial e a desvalorização da carreira. O autor argumenta que o professor é um técnico qualificado para transmitir conhecimento, enquanto a educação moral cabe à família. O texto destaca que o sucesso dessa troca aparece no discernimento futuro do aluno, alertando que a falta de aproveitamento acadêmico entrega o indivíduo ao “ensino” rígido e sem revisões do mundo real.

Read More
Crônicas

Você é o quê?

A crônica investiga o confronto silencioso entre o indivíduo e sua própria imagem. O autor questiona se temos coragem para a autocrítica e analisa como usamos o espelho para criar máscaras sociais — para o trabalho, o amor ou a dor. O texto revela que o espelho é um escritor da nossa história, guardando segredos e refletindo desde o entusiasmo do estudante até o desencanto do profissional cansado, concluindo que a verdadeira face não é segredo para nós mesmos, mas uma escolha de como agir perante o mundo.

Read More
Texts in English

The bad, the very bad and the worst

The essay challenges the simplistic binary of good and evil, arguing that human interests often dictate how we justify our positions. It explores the dangerous transition from “bad” to “the worst,” particularly when cruel reasoning takes hold and coherence is lost. By analyzing how people defend conflicting views—from social castes to the dark corners of the Deep Web—the author suggests that refining our judgment is the only way to confront the “elephant in the room”: the abyss of moral decay.

Read More
Crônicas

Somos todos cafajestes

A crônica investiga o fascínio exercido pelo estereótipo do “cafajeste” em oposição ao “príncipe encantado”. O texto sugere que ninguém é puramente um ou outro; a sedução seria um baile de máscaras onde o comportamento polido serve de prelúdio para a liberdade e a ousadia da “cafajestagem” vivida na intimidade. Ao final, propõe que todos carregamos doses de ambos, e que o segredo do amor reside em saber quando deixar cada lado aparecer.

Read More
Crônicas

Lidar com emoções

A crônica utiliza a metáfora do mar para explorar a dualidade entre a aparência de calma social e o tsunami emocional que habita as profundezas humanas. O autor critica a “amizade de prateleira” e a empatia superficial do mundo virtual, destacando como as etiquetas obrigatórias e o politicamente correto mascaram uma violência surda e a solidão nos encontros reais.

Read More