Autor: Nilson Lattari

Texts in English

Being and seeming

The text presents a sharp philosophical critique of contemporary society, where appearance (“seeming”) has overtaken authenticity (“being”). The author argues that people across all spectrums—regardless of religion, intelligence, or morality—participate in a collective illusion to make others believe in a fabricated persona. Through ironic examples, such as those who preach divine protection yet rely on weapons, or those who flaunt morals while bypassing bureaucratic rules, the chronicle exposes widespread social hypocrisy. In a world that prizes illusions, remaining authentic becomes an act of rebellion and survival, as individuals must constantly navigate the blurry line between what is real and what is merely performed.

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Crônicas

Persistência

O texto propõe uma análise crítica e desmistificada sobre a persistência, uma qualidade frequentemente celebrada pela sociedade, mas que, segundo o autor, pode ser direcionada tanto para o bem quanto para o mal. Comparada a uma “velocidade sem controle”, a persistência isolada — sem um objetivo claro, benéfico e realista — transforma-se em mera obstinação cega ou perda de energia, assemelhando-se ao funcionamento mecânico de uma máquina. O autor enfatiza a necessidade de calcular com frieza as nossas circunstâncias antes de gastar forças em causas impossíveis.

A reflexão se aprofunda ao abordar a maior faceta da humanidade atual: a persistência no erro, amplificada pelo ambiente irreal das redes sociais. O autor critica os debates insanos conduzidos por falsos especialistas e a negação dos fatos científicos em prol de ideias absurdas. Essa teimosia coletiva em difundir mentiras e seguir falsos gurus é descrita como uma estratégia deliberada para confundir a realidade. Por fim, o texto alerta para o perigo de persistir no imobilismo e no fechamento mental, definindo a recusa em mudar como a verdadeira persistência do perdedor.

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Crônicas

Equilíbrio das incertezas

Uma vida perfeita e totalmente previsível parece ideal, mas cobraria um preço alto: a perda da liberdade de escolha, a ausência da paixão e o tédio absoluto. O texto argumenta que o descontentamento e o caos não são apenas inevitáveis, mas essenciais, pois funcionam como o motor da criatividade e da evolução humana.
A segurança total é uma ilusão. O verdadeiro dinamismo da existência está no ato de duvidar — um gesto de rebeldia que areja as ideias. É no equilíbrio dinâmico das incertezas, e não na perfeição artificial, que encontramos as respostas para aperfeiçoar a nossa vida.

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Crônicas

Onde o nosso ser guardou o sol

O texto propõe uma belíssima analogia entre a trajetória implacável e onipotente do sol e a passagem do tempo na vida humana. Enquanto o sol físico cumpre seu ciclo indiferente à nossa presença, clareando o mundo e marcando o ritmo dos nossos dias (como o ponteiro de um relógio na mesa do café), o passado vai se agigantando e se transformando em um “casarão de memórias”. Dentro de nós, habita um sol particular e estático, feito de lembranças da infância, de grandes amores e de momentos de alegria que funcionam como frestas de luz na escuridão. É a esse sol interno e acolhedor que recorremos nos dias difíceis e na calmaria da noite, abrindo janelas na mente para iluminar as aventuras que acumulamos ao longo da vida.

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Textos en español

El significado de la vida

El texto presenta una profunda meditación existencial sobre la búsqueda del sentido de la vida en un mundo profundamente desigual. El autor cuestiona las narrativas religiosas y políticas que adormecen a los desfavorecidos con promesas de un más allá, mientras las élites disfrutan del presente. Se plantea que el verdadero significado de la existencia reside en poseer un sueño propio por el cual luchar; sin embargo, reconoce con realismo que esta búsqueda está trágicamente condicionada por las limitaciones materiales de cada individuo. Finalmente, el texto concluye con un llamado ético y transformador: la verdadera realización de los vencedores no es emular a los opresores, sino mantener la memoria de sus orígenes y comprometerse activamente en la lucha colectiva por la dignidad de los que aún sufren

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Crônicas

Escolher a saída

O texto propõe uma profunda reflexão existencial sobre os ritos de passagem e as diversas “portas de saída” que encontramos ou criamos ao longo da jornada. Mais do que meras rotas de fuga, essas saídas representam escolhas cruciais: correções de curso, rupturas com a monotonia, abdicação de sonhos ou a busca por novas e ousadas aventuras. O autor pondera sobre o peso da liberdade, o preço da responsabilidade diante das prisões morais e o confronto inevitável com a nossa finitude profissional e pessoal. No fim, o texto exalta a coragem e a ousadia como aliadas indispensáveis para abrir esses portais rumo ao desconhecido, transformando a dinâmica da vida em sua verdadeira glória.

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Texts in English

Silence is revolutionary

The text explores the profound connection between our deepest secrets and the silent, commanding gaze of a solitary wolf. Just as a wolf observes from a distance with unsettling calm and dominance, our hidden secrets quietly watch over our weaknesses. To confront these fears, we must undergo a powerful inner revolution—drawing back the curtains of our minds to dismantle prejudices and embrace true self-recognition. Ultimately, surrendering these secrets is a liberating act, freeing us from the comfort of ordinary conformity and guiding us toward a deeper sense of enlightenment and connection.

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Crônicas

Solidão

A crônica reflete sobre a solidão intensificada pela pandemia, diferenciando o isolamento físico da capacidade de conviver consigo mesmo. O texto propõe que a solidão pode ser uma aliada para o autoconhecimento e a reavaliação de necessidades inúteis, questionando se consumimos a vida ou somos consumidos por ela. Ao final, sugere que enfrentar o silêncio e crescer interiormente é uma forma de transformar a angústia em algo de valor.

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Crônicas

Isolamento e distanciamento

Esta crônica analisa as nuances psicológicas e sociais que separam o isolamento do distanciamento no mundo digital. O texto propõe que, enquanto o isolado vive em uma “solidão acompanhada”, muitas vezes usando a tela como escudo para ataques e reforço de bolhas ideológicas, aquele que opta pelo distanciamento o faz como um ato voluntário de preservação da saúde mental. O autor reflete sobre como a internet une solitários em comunidades de confronto, transformando a realidade física em uma vitrine digital viciante, onde a verdadeira paz de espírito só é alcançada por quem decide não se deixar contaminar pelo ruído externo.

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Textos en español

Desgranar acciones

Esta crónica utiliza la metáfora agrícola de “desgranar” para explorar la profundidad de la comunicación humana, la memoria y la verdad. El autor compara el acto de limpiar el maíz con el proceso de filtrar recuerdos, secretos y, fundamentalmente, la información en la sociedad. El texto sugiere que, al igual que las manos separan el grano de la paja, nuestra ética debe separar la verdad de la mentira y lo esencial de lo superfluo. En un mundo saturado de desinformación, “desgranar” se convierte en un acto de resistencia y honestidad para revelar el “amarillo oro” de la realidad, permitiendo que la sociedad respire con mayor claridad y justicia.

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Crônicas

O gosto das mães

Esta crônica mergulha na sensorialidade da figura materna, explorando como reconhecemos sua voz, olhar e presença antes mesmo de compreendermos o mundo. O texto transita entre a idealização da mãe como um ser sagrado e a realidade de sua finitude, lembrando-nos de que, por trás da “santa” e da “guerreira”, reside uma mulher que sofre e sente. É um convite para valorizarmos esse ímã emocional e a esperança que as mães representam, mesmo quando a vida nos afasta de seu colo.

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Crônicas

Elegância em ser indiferente

O texto analisa a formalidade das interações sociais e propõe a indiferença elegante como uma ferramenta de preservação pessoal. Em uma era de hiperconexão, onde a fama depende de algoritmos e telas, o autor reflete sobre a fragilidade do sucesso digital e a importância de ignorar o que escraviza os sentidos, sugerindo um retorno ao respeito pelo próprio íntimo como ato de sobrevivência.

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