Ter ou não ídolos?
Nesta crônica, o autor mergulha em uma análise crítica sobre a natureza da idolatria na pós-modernidade. Ele propõe uma distinção vital entre a admiração — um reconhecimento saudável da competência e coragem alheia — e o culto cego, que anula o “eu” em favor de figuras muitas vezes falhas. O texto alerta para a transitoriedade dos ídolos físicos e a ascensão das “ideias-ídolo”, muitas vezes alimentadas por mentiras e soluções simplistas que visam apenas saciar egos e validar preconceitos. Ao final, a reflexão sugere que, em um mundo de decepções rápidas, a idolatria tornou-se um produto descartável, submetido ao “gosto do freguês”.
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