Autor: Nilson Lattari

Crônicas

Você é o quê?

A crônica investiga o confronto silencioso entre o indivíduo e sua própria imagem. O autor questiona se temos coragem para a autocrítica e analisa como usamos o espelho para criar máscaras sociais — para o trabalho, o amor ou a dor. O texto revela que o espelho é um escritor da nossa história, guardando segredos e refletindo desde o entusiasmo do estudante até o desencanto do profissional cansado, concluindo que a verdadeira face não é segredo para nós mesmos, mas uma escolha de como agir perante o mundo.

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Texts in English

The bad, the very bad and the worst

The essay challenges the simplistic binary of good and evil, arguing that human interests often dictate how we justify our positions. It explores the dangerous transition from “bad” to “the worst,” particularly when cruel reasoning takes hold and coherence is lost. By analyzing how people defend conflicting views—from social castes to the dark corners of the Deep Web—the author suggests that refining our judgment is the only way to confront the “elephant in the room”: the abyss of moral decay.

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Crônicas

Somos todos cafajestes

A crônica investiga o fascínio exercido pelo estereótipo do “cafajeste” em oposição ao “príncipe encantado”. O texto sugere que ninguém é puramente um ou outro; a sedução seria um baile de máscaras onde o comportamento polido serve de prelúdio para a liberdade e a ousadia da “cafajestagem” vivida na intimidade. Ao final, propõe que todos carregamos doses de ambos, e que o segredo do amor reside em saber quando deixar cada lado aparecer.

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Crônicas

Lidar com emoções

A crônica utiliza a metáfora do mar para explorar a dualidade entre a aparência de calma social e o tsunami emocional que habita as profundezas humanas. O autor critica a “amizade de prateleira” e a empatia superficial do mundo virtual, destacando como as etiquetas obrigatórias e o politicamente correto mascaram uma violência surda e a solidão nos encontros reais.

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Crônicas

Quem não quer ver estrelas não olha para o céu

O texto propõe uma lição de desapego e foco na própria existência sob a premissa de que cada um deve ser o arquiteto do seu destino. O autor critica a intromissão sem sentido na vida alheia — seja por dogmas religiosos ou convenções humanas — e identifica a inveja como a raiz da tentativa de destruir as pontes que outros constroem rumo às suas “estrelas”. No fim, defende que a verdadeira liberdade consiste em entender que o tempo e o outro são incontroláveis, restando-nos apenas a reação diante do universo que habitamos.

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Textos en español

¿Por qué cambiar?

El texto cuestiona la narrativa simplista del cambio promovida por figuras digitales, contrastándola con la inmadurez humana y las limitaciones impuestas por la realidad social. El autor argumenta que el cambio no es una opción para todos y critica la cobardía de imponer fórmulas mágicas a los necesitados. Finalmente, propone que el único cambio con sentido es el interior, libre de egoísmo, y aquel que busca transformar la sociedad para alcanzar una igualdad real.

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Crônicas

Limiar dos corpos

A crônica “Limiar dos Corpos” reflete sobre as barreiras físicas e emocionais que construímos para nos proteger. O autor explora como o abraço e, principalmente, o beijo funcionam como chaves que abrem as portas da autopreservação, permitindo uma entrega onde dois universos se comunicam, superando as imposições da cultura e da censura em busca de um espaço de paz.

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Crônicas

Encontro das idades

A crônica “Encontro das Idades” investiga a complexa dinâmica entre gerações, focando tanto na convivência afetiva quanto no papel social de cada faixa etária. O texto explora como o tempo pode acentuar as diferenças culturais e físicas, mas também como o respeito pela experiência passada serve de base para os sonhos dos mais jovens. O autor alerta para o perigo do egoísmo geracional e da falta de utopia, defendendo que o futuro só pode ser construído quando as novas gerações aceitam se apoiar nos ombros daqueles que vieram antes, reavaliando conceitos sem desprezar a história vivida.

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Texts in English

The river and the writing

“The River and the Writing” is a lyrical exploration of the parallels between the movement of water and the act of composition. The author reflects on how words, like a river, navigate uncertain paths toward the unknown. It highlights the concept of “puddles” of memory—scattered thoughts that require a single drop of insight to reconnect and form a new narrative. Comparing the writer to a solitary force, the text suggests that neither the river nor the writing can be fully steered or contained, as both must remain free to find their own course, moving from the prison of silence into the beauty of verse and prose.

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Crônicas

Sabedoria da ferrugem

A crônica “Sabedoria da Ferrugem” explora a figura dos avós como guardiões de um tempo que se recusa a passar. O texto analisa a resistência natural às novidades do mundo moderno e como essa “defesa” se transforma em um romantismo necessário para acolher as novas gerações. Mais do que fontes de dados históricos, os avós são retratados como inventores e mágicos que, em casas sem limites e repletas de cantos secretos, ensinam truques esquecidos pela tecnologia. A narrativa conclui que, embora a fragilidade física um dia vença, a sabedoria é um livro contínuo, reescrito por novos avós para manter viva a cor de um passado que resiste.

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Crônicas

Liberdade desorientada

O texto reflete sobre o paradoxo da liberdade, argumentando que a autonomia total muitas vezes resulta em desorientação e vertigem. O autor explora como as estruturas sociais, embora limitantes, oferecem uma proteção necessária, e que a verdadeira escolha ocorre dentro dessas normas, não fora delas. Através de metáforas como o arquiteto isolado ou o carro de corrida, o ensaio analisa como o excesso de possibilidades e a velocidade da vida contemporânea desafiam a nossa capacidade de tomar decisões firmes e encontrar um propósito real.

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Crônicas

Sob a ótica do afeto

Uma reflexão sensível sobre a família como um território de afetos que ultrapassa convenções biológicas ou religiosas. O texto explora a transição das grandes linhagens para os núcleos modernos, defende a proteção e o amor como únicos requisitos para um lar e celebra a diversidade das uniões que oferecem segurança e recomeço.

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