Autor: Nilson Lattari

Crônicas

Beleza e perigo nas curvas

A crônica reflete sobre a natureza não linear da vida, comparando a trajetória humana aos cursos dos rios e do vento. As curvas são apresentadas como espaços de mistério, onde residem tanto o perigo quanto a beleza da descoberta. Da sensualidade dos corpos à estratégia da sobrevivência, a sinuosidade é a marca da resiliência e da complexidade de seres que nascem para a linha reta, mas se realizam no contorno.

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Texts in English

Indifference

The essay provides a grim analysis of indifference as a deliberate and harmful detachment from the struggles of others. The author argues that indifferent people are often cowardly, using beautiful words and religious or political masks to disguise their self-interest and lack of empathy. By ignoring social tragedies and the plight of the needy, they cultivate a habit that destroys the fabric of society. Ultimately, the text concludes that true freedom cannot exist in isolation or amid suffering; it is only achieved when we actively care for one another.

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Crônicas

Pontos de vista

A crônica investiga como a percepção do mundo é um reflexo direto do estilo de vida e dos valores internos de cada indivíduo. Através do conceito multifacetado de “aspecto”, o autor transita pela rigidez das leis, a identidade mutável das cidades e as diferentes formas de solidão. O texto questiona a tendência humana de julgar pelas aparências em vez das circunstâncias e propõe que a verdadeira liberdade intelectual reside na capacidade de abrir-se a novas perspectivas, desafiando o senso comum para alcançar uma visão soberana da realidade.

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Crônicas

Benefício da dúvida

O texto explora a dualidade da dúvida: de preceito jurídico que protege o acusado à faísca que inicia a pesquisa científica. O autor argumenta que a dúvida é uma pergunta que exige resposta e atua como o principal combustível para o aprendizado e a evolução mental. Ao incentivar o questionamento de textos e verdades estabelecidas, a crônica defende que admitir a própria incerteza é o primeiro passo para o amadurecimento intelectual e a busca por coerência em um mundo de desvios.

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Crônicas

Adversidades

A crônica reflete sobre a inevitabilidade dos obstáculos que rompem nossos planos mais cuidadosos. Através da metáfora do “cisne negro”, o autor questiona como reagimos quando o futuro nos desvia da rota traçada. Em vez de lamentar a derrota, o texto sugere que aqueles que enfrentam adversidades acumulam uma experiência proporcionalmente maior, transformando cada barreira em uma oportunidade de autoconhecimento e estratégia, descobrindo se os objetivos perseguidos pertencem, de fato, à nossa própria essência.

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Textos en español

Al caer la noche

La crónica explora la noche como un ente materno y protector que permite la intimidad y el desahogo de las tristezas. Mientras la ciudad se ilumina, el autor se sumerge en la oscuridad para vivir su verdadera realidad: un diálogo mudo y constante con un amor lejano. La noche se presenta como el escenario donde los trabajadores descansan, los amantes se encuentran y los secretos se guardan. Es, en última instancia, el espacio necesario para calmar los pensamientos del día y prepararse para lo inevitable del mañana.

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Crônicas

(des)importância do “não”

A crônica analisa a palavra “não” além da simples negação, revelando-a como um símbolo de controle social e barreira contra o caos. Enquanto avisos como “não ultrapasse a faixa” garantem a segurança, o “não” também é usado por quem detém o poder para manter o status quo e impedir o avanço de novos grupos. O texto sugere que o “não” possui diversas faces: pode ser defesa, ameaça ou censura. Ao final, propõe que cada “não” pronunciado merece uma investigação profunda, pois sua origem frequentemente esconde desejos ou medos latentes.

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Crônicas

Um novo sentido de ajuda

O texto reflete sobre o contraste entre o passado, onde a busca por informações, viagens e redações dependia da intuição, do esforço físico em bibliotecas e da sorte, e o presente dominado por algoritmos e GPS. Embora a tecnologia atue como um “ajudante perfeito”, facilitando rotas e corrigindo textos, ela cobra um preço: a perda da originalidade e uma dependência que limita as habilidades motoras e a capacidade de processar informações de forma profunda. O autor conclui que essa “ajuda” se tornou um condicionamento, levando muitos a buscar agora uma necessária desintoxicação digital.

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Texts in English

What are you thinking?

The text explores the transition of the digital prompt “What are you thinking?” from Facebook to the physical world (a wall). The author reflects on the risks of total transparency, suggesting that if our thoughts were visible like “bubbles,” we would desperately try to hide them. It critiques the lack of self-censorship on social media and questions the sincerity of those who overshare, ultimately highlighting the value of mental privacy and trusted connections.

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Crônicas

Para identificar o inimigo

O texto explora a natureza complexa do “inimigo”, diferenciando as ameaças externas das criações da nossa própria mente. O autor argumenta que os piores adversários são aqueles que fabricamos internamente — o medo, o ódio e o apego —, que nos paralisam e impedem a felicidade. A conclusão aponta que o autoconhecimento e a coragem de “tentar” são as melhores armas para enfrentar a nós mesmos.

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Crônicas

Legados e fantasias

A crônica propõe uma reflexão sobre a brevidade da vida e o rastro que deixamos e carregamos. Ao definir o ser humano como um eterno colecionador de “ex-vínculos”, o texto explora como nossos antigos atos, amores e erros formam um legado que molda nossa personalidade. Entre o conforto do déjà-vu e o assombro de fantasmas não cicatrizados, o autor destaca que o confronto com o passado é um processo contínuo de aprendizagem, essencial para quem deseja seguir em frente com integridade e discernimento.

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Crônicas

Buscar o conhecimento

A crónica reflete sobre como a facilidade das Inteligências Arificiais e a pressa das notícias instantâneas podem gerar um “conhecimento preguiçoso”. O autor destaca a importância do autoconhecimento e da capacidade de autocontestação como pilares para uma mente aberta e empática, alertando para o risco de perdermos a nossa autonomia intelectual para os gadgets.

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