Quem não quer ver estrelas não olha para o céu
Há bastante clareza na frase; importe-se com si mesmo e não se preocupe com os outros. Seríamos melhores se obedecêssemos a esta simples lição. Há mais preocupação com o que os outros fazem do que com o que fazemos. É uma intromissão sem sentido querer que o outro faça aquilo que achamos ser o correto, seja obedecendo às leis dos homens ou às religiosas. Principalmente as últimas têm uma relação de quase domínio.
A pergunta seria: que mal alguém te faz quando ele quer viver sua própria vida? Em alguns casos, existe a inveja daquele que se arrisca a ser o que é e se descobrir como um ser humano pleno e livre. As amarras que se tenta prender almas que querem viver sua vida são as mais injustas que se possa conceber. Se eu não posso ou não consigo ser aquilo que o outro é ou faz, a intenção não é aprender com ele, mas destruir uma ponte que traz incômodo. É como romper um caminho que pode transformar alguém e deixá-lo eternamente procurando estrelas onde gostaria de viver.
Pouco importa o que acontece conosco, o importante é saber como vamos reagir a isso. Se eu vejo estrelas inalcançáveis no céu, não posso impedir que outros tentem alcançá-las. As reações são várias no sentido, não de mostrar-se indignado com o que vemos, mas como esses atos vão nos impactar.
Se alguém segue os versículos, parábolas ou ensinamentos de um livro religioso, isso deveria afetar a ele, e tão somente a ele. Sob a desculpa de querer ensinar um caminho para o outro, colocamos toda a culpa pela vida que levamos no comportamento alheio. Nada mais injusto do que doutrinar sobre coisas que não dominamos e, por isso, quando passamos a nossa suposta ideia de vida, na verdade, desejamos tolher os outros que querem e podem alcançar as estrelas no céu.
Que cada um cuide das suas próprias estrelas, ninguém pode controlar tudo a sua volta. Há coisas incontroláveis e, dentre elas, os outros que alcançam seus espaços estelares por si sós. E alguns se incomodam com isso. Não conseguem manter o controle dos seus espaços, porque não compreendem o próprio universo onde vivem, e se cuidam a controlar aqueles que controlam suas próprias vidas, embora não totalmente.
Há coisas incontroláveis no universo e outras que não precisam ser controladas. Podemos sustentar o medo por algum tempo, podemos amedrontar alguns mediante uma suposta autoridade, mas não podemos controlar o tempo que vaga e não podemos impedir a caminhada das estrelas. Cada um sabe a angústia do seu viver e a forma como reage às intempéries e, às vezes, as superações causam inveja. Essas estrelas não pertencem a todos, pertencem somente àqueles que as admiram e não àqueles que se julgam donos.
As estrelas viajam pelo universo, independentemente do que alguns pensam. Enquanto uma parte as segue, tentando fazer parte desse universo, outros se negam a ser as estrelas dos seus próprios firmamentos, imaginando que podem controlar o destino delas, sem o poder de caminhar no espaço.
Origem da foto: Foto de Klemen Vrankar na Unsplash
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