Autor: Nilson Lattari

Crônicas

A dor das coisas eternas

O autor reflete sobre a natureza do eterno, contrastando a finitude dos sistemas opressores com a perenidade dos sentimentos humanos. O texto discute como o mal consome quem o pratica, enquanto o bem se revela na solidariedade e na gratidão profunda. A crônica culmina em uma análise sensível sobre o amor e a perda, defendendo que a eternidade mais pungente é aquela sentida na falta do ser amado, onde a memória transforma um sentimento em uma dor que se recusa a findar.

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Texts in English

Infinite beauty

The essay examines the transition from beauty to the sublime, defining the latter as an untouchable, vast, and often frightening force. While beauty attracts through perfection, the sublime overwhelms the soul through magnitude—be it a raging river or the infinite reaches of space. It posits that facing forces beyond our control inspires a mix of fear and respect. Ultimately, the sublime is found in the act of overcoming: when art or nature challenges our destiny and forces a profound change in our behavior and spirit.

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Crônicas

Metáfora da existência

O texto propõe que a humanidade vive sob uma “metáfora da existência”, onde a mentira e a jactância (bazófia) se tornaram ferramentas de sobrevivência. Através da tecnologia e das redes sociais, construímos mundos inexistentes, escondendo limitações e fugindo da coragem de admitir falhas. O autor alerta que, ao nos apoiarmos na ignorância e na ostentação do que não somos, estamos edificando uma realidade impossível de sustentar, transformando nossa passagem pelo mundo em um rastro de fatos distorcidos e essências vazias.

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Textos en español

¿Cuantos años tienes?

El texto explora la edad como una construcción que va más allá de los números, analizando cómo la sociedad juzga la madurez y la juventud. El autor cuestiona las presiones estéticas, especialmente sobre las mujeres, y redefine la vejez no como una decadencia, sino como el conocimiento de los propios límites. Al final, el tiempo se presenta como un verdugo inevitable, pero el ser humano encuentra su victoria en la capacidad de luchar, sonreír y mantener su esencia a pesar de la finitud física.

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Crônicas

Vitrines quotidianas

O texto apresenta uma crítica profunda à desumanização contemporânea, onde indivíduos são reduzidos a dados estatísticos, gráficos de produtividade e padrões estéticos inalcançáveis. O autor explora como o “culto ao corpo” e a exposição incessante em plataformas digitais transformam pessoas em objetos de consumo (vitrines), sacrificando a privacidade e a competência em favor de aparências e likes. A reflexão estende-se à rotulagem social — como os termos “sem-teto” ou “imigrante” — que anula a subjetividade humana, transformando a vida em uma mercadoria descartável no cenário virtual.

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Texts in English

What our eyes see

The text explores the moral failure inherent in how we choose to “see” the world. It argues that our eyes are not merely passive observers but active accomplices in social injustice. By pretending not to see poverty, racism, and exclusion, we demonstrate a lethargy that mirrors the historical indifference shown during eras like slavery. The author suggests that while we criticize our ancestors, we remain blind to our own contemporary failings. Ultimately, the “window to the soul” is portrayed as a frozen stare—a transparent curtain that hides the reality of human suffering from our inner conscience.

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Crônicas

Diagnóstico do tempo

O texto apresenta o tempo como uma figura autoritária, um “senhor empedernido” que atua como um terapeuta cruel, impondo limites e diagnósticos sobre nossas expectativas. O autor utiliza a metáfora do consultório médico para descrever como muitas vezes aguardamos passivamente que o tempo resolva nossos males. No entanto, a crônica propõe uma virada libertadora: a independência nasce do ato de nos interrogarmos, transformando o tempo de carrasco em remédio. Ao realizar uma “anamnese” de nossos passos, deixamos de ser pacientes da rotina para nos tornarmos autônomos. A conclusão é poderosa: a cura não está em prever o tempo, mas em viver cada segundo com tamanha intensidade que, mesmo que o tempo nos abandone como um médico que desiste da medicação, a jornada terá valido por si só.

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Textos en español

Amor y juicio

Esta crónica explora la compleja relación entre el amor y la capacidad de juzgar, cuestionando si la imparcialidad requiere la ausencia de afecto. El autor reflexiona sobre cómo el amor a menudo nos vuelve “ciegos” o ingenuos, permitiéndonos perdonar lo que otros condenan, pero argumenta que un juicio basado solo en la fría lógica matemática carece de humanidad. Se analiza la justicia social frente a la criminalidad, sugiriendo que el castigo proporcional es, en sí mismo, una forma de conexión humanitária. El texto propone que el amor no es solo pasión, sino el esfuerzo por comprender al otro y pacificar los ánimos. Finalmente, concluye que el mayor acto de amor es la autopreservación: ser capaz de reconocer el error ajeno, juzgar en silencio y permitir que el otro siga su camino sin recurrir a la venganza ni al daño físico.

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Crônicas

Complexidade do simples

A crônica explora a intrigante ideia de que as ações mais simples são, frequentemente, as mais difíceis de executar. O autor utiliza o dilema das redes sociais como exemplo: embora a solução seja apenas desconectar-se, a dependência coletiva torna esse ato hercúleo. O texto discorre sobre como a sociedade utiliza a sofisticação e a complexidade como “fantasias” para esconder a ausência de conteúdo ou posses reais, criando um teatro de aparências. Ser simples em um mundo que exige intelectualidade performática é um ato de resistência que desnuda a ignorância alheia. Ao final, argumenta-se que a verdadeira virtude está em não ostentar o que se sabe, permitindo que a complexidade vazia se exponha ao próprio ridículo. A simplicidade, portanto, não é falta de algo, mas a presença de uma verdade que o mundo sofisticado teme encarar.

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Texts in English

What we are

The text explores the tension between living a meticulously planned life and embracing the chaos of the unknown. While many aim for a “perfect” future characterized by safety and predictability, the author argues that such a life is like a gift where the contents are already known—stable, but ultimately hollow. In contrast, choosing the “shorter, surprising path” or “jumping into the dark” allows for a life rich with peculiar behaviors and incredible journeys that the organized world cannot offer. Those who cling to their comfort zones often become “boring masters” of routine, while adventurers gather around fires to share stories that bridge the gap between reality and the impossible. Ultimately, the narrative suggests that human fulfillment isn’t found in a mathematical result, but in the lessons learned through tears, fear, and the courage to become someone we never imagined we would be.

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Crônicas

Caráter

O texto propõe uma instigante análise sobre o termo “caráter”, partindo da ambiguidade da palavra inglesa character, que funde os conceitos de personalidade e personagem. O autor explora a ideia de que o caráter pode ser uma forma de teatralização, onde o indivíduo cria e vende uma versão de si mesmo que nem sempre corresponde à sua essência. Através de uma reflexão sobre conduta e índole, discute-se a dificuldade de distinguir entre o bom e o mau caráter, especialmente quando o sujeito utiliza a performance para disfarçar sua verdadeira natureza. O texto também brinca com a curiosidade linguística do plural “caracteres”, que serve tanto para a moral quanto para os sinais da escrita, concluindo que nem a quantidade de letras nem a aparência visual são capazes de definir a integridade de alguém. É, em última análise, um convite a olhar além do personagem para tentar decifrar a alma.

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Textos en español

Entre la tragedia y la comedia

Este ensayo explora la sutil frontera entre la tragedia y la comedia, identificando la exageración como el hilo conductor que las une. El autor sostiene que ambas disciplinas convergen en “lo grotesco”, un punto donde el sufrimiento puede volverse cómico para el observador y la risa puede tornarse amarga. A través de ejemplos como el bullying, las peleas de pareja o el discurso político, se analiza cómo el dolor ajeno se convierte a menudo en un espectáculo de entretenimiento mediado por la falta de empatía. El texto critica la tendencia moderna de lucrar con la enfermedad y la muerte, transformando realidades crudas en actos teatrales según el gusto del público. En última instancia, se nos invita a reflexionar sobre nuestra posición como espectadores: si seremos capaces de sentir compasión o si seguiremos alimentando lo grotesco con nuestra indiferencia.

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