Crônicas

Crônicas

O que o poeta vê?

O texto explora a ontologia do fazer poético, definindo o poeta como um ser que habita o limiar entre a ficção e a realidade. Diferente do olhar comum, o poeta utiliza uma “luneta mágica” para enxergar significados ocultos e cores desconhecidas, desafiando a linguagem empobrecida do cotidiano. A obra destaca a natureza generosa e irônica do artista: ele possui visões únicas que tenta desesperadamente partilhar, mesmo sabendo que a tradução da “verdade enfeitiçada” para o mundo real será sempre uma luta inglória e parcialmente incompreendida.

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Crônicas

Um novo olhar sobre amigos

O texto propõe uma profunda reflexão sobre a verdadeira natureza da amizade, distinguindo-a dos laços familiares, amorosos ou comerciais. Através de uma perspectiva quase poética, a amizade é retratada como um laço raro, silencioso e econômico em palavras, que se fortalece na ausência e não exige posses ou cobranças. É uma filosofia de conexão espiritual onde o amigo atua como um porto seguro na solidão, celebrando a glória e a vitória do outro sem vaidade, ciente da finitude das aparências do mundo comum e da imortalidade desse sentimento que, como a consciência, nunca envelhece.

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