Crônicas

Crônicas

Mundo impuro

Esta crônica mergulha na seletividade do olhar humano sobre o que consideramos “limpo” ou “sujo”, revelando que a verdadeira impureza reside na desigualdade social e no julgamento moral. O texto questiona a estética da “pureza” que ignora a realidade das ruas e a falta de acesso básico, como a água tratada, apontando que as populações são “impuras” não por escolha, mas por serem ignoradas pelo sistema. O autor expande a reflexão para o campo da ética, denunciando a hipocrisia de quem terceiriza culpas e utiliza nomes pomposos para justificar transgressões em nome da sobrevivência ou do sucesso, concluindo que a essência humana se perde ao definir pureza apenas a partir de interesses mesquinhos.

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Crônicas

Debulhar ações

A crônica explora o verbo “debulhar” além do campo agrícola, elevando-o a um exercício existencial. Partindo da imagem de uma família que limpa espigas enquanto partilha confidências, o texto percorre a memória do viajante, o conselho dos avós e a ética do jornalismo. Debulhar, para o autor, é o ato paciente de remover o manto das aparências e das mentiras maliciosas para que a essência — o “amarelo-ouro” da verdade — possa finalmente respirar e se revelar.

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