Crônicas

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Excesso de tudo

O texto analisa a sociedade contemporânea sob a ótica do desequilíbrio e do excesso. Da mercantilização das profissões à tirania da exposição digital, o autor critica como o “bom senso” foi substituído por uma liberdade de expressão agressiva e por um fluxo ininterrupto de distrações. Entre o “linchamento virtual” e a ostentação como motor social, a realidade é sufocada pela fantasia de vidas coreografadas, onde o ser humano se torna um personagem descartável em um ranking de atenção que não admite pausas.

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Frontão de sonhos

Na crônica “Frontão de Sonhos”, Nilson Lattari utiliza o elemento arquitetônico do frontão — o ápice de uma edificação apontando perfeitamente para o céu — como uma rica metáfora para a jornada humana. O autor reflete sobre a urgência de preservar o patrimônio histórico e arquitetônico frente à ganância da especulação imobiliária. Ele estende essa analogia para o campo pessoal, mostrando que nossas vidas são compostas por frontões invisíveis, erguidos através de sonhos, conquistas e superação de obstáculos, onde a perseverança e a disciplina se tornam os pilares fundamentais da nossa existência.

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Coisas ridículas

A crônica “Coisas Ridículas” expõe o desperdício de energia humana em causas fúteis, desde brigas por espaços de estacionamento até a violência gratuita no futebol. O autor critica a vigilância obsessiva sobre a vida alheia e a característica urbana de discutir por bobagens. Propõe que tentar “consertar” o mundo ou convencer ignorantes é, por si só, uma forma de ridículo, sugerindo que a ironia ou o silêncio podem ser as únicas defesas em um palco social onde todos desempenham papéis vazios.

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Uivo silencioso

A crônica “Uivo Silencioso” explora as múltiplas faces de um grito que ecoa na noite. O autor desconstrói o estigma do uivo como “mau agouro” para revelá-lo como um pedido de socorro, um lamento de solidão ou uma celebração de liberdade. Traçando um paralelo entre o cão e a condição humana, o texto aborda a dor dos renegados, o isolamento dos enfermos e a resiliência dos injustiçados, culminando na ideia de que todos guardamos um “lobo interno” que aguarda, em silêncio e segurança, o momento certo de agir.

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