Crônicas

Crônicas

Sobre a luz e a escuridão

A crônica propõe uma profunda meditação sobre a dualidade entre a luz e a escuridão, desconstruindo a visão puramente negativa do escuro. O autor argumenta que, assim como a ausência de luz cega, o seu excesso também ofusca e prejudica a clareza das ideias. Através de metáforas que vão desde os perigos da neve clara e a quietude do romantismo até o mito da Caverna de Platão, o texto defende que não há uma luta real entre o dia e a noite, mas sim uma necessidade vital de alternância. Afinal, a luz desperta para o trabalho e o conhecimento, enquanto a escuridão acolhe o cansaço, acalma as agruras diárias e abre espaço para o sonho, a memória e o diálogo íntimo com Deus no breu da consciência.

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Crônicas

Da escrita

A crônica explora o místico e tortuoso caminho da criação literária. O autor descreve o embate inicial com a folha branca e a busca frenética na memória por fragmentos do passado. O ápice ocorre quando a inspiração surge como um “raio” ou uma “assombração”, materializada na figura de um Arlequim que assume o controle da narrativa. Ao final, resta o espanto do escritor ao ler o que foi produzido, percebendo que a história já estava escondida dentro de si, aguardando o momento de ser revelada pelo “contador colorido”.

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