Autor: Nilson Lattari

Crônicas

Ser constante

O texto reflete sobre a “arte de continuar” como a força motriz que move empreendedores, artistas e pesquisadores. Mais do que apenas buscar o sucesso, o autor explora a resiliência como uma expressão do talento que se basta, onde o criador insiste na perfeição por uma necessidade interna, independentemente da plateia. A narrativa aborda o peso do tempo, a aceitação do fracasso como aprendizado e a compreensão de que a vida é um fluxo contínuo de perguntas e respostas que herda e aperfeiçoa o legado dos antepassados.

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Crônicas

Informação x ideias

O texto explora o conceito do “néscio moderno”, aquele que habita a internet não por falta de informação, mas por uma escolha deliberada pela ignorância. Diferente do preguiçoso, o néscio cultua seu recorte de realidade e se torna um “cego digital”, refém de influenciadores e discursos convincentes que apenas validam seus preconceitos. O autor reflete sobre o paradoxo de termos a IA e a informação a um clique, enquanto o discernimento — a capacidade de separar o joio do trigo — torna-se cada vez mais escasso em um mar de pensamentos circulares.

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Texts in English

What do poets see?

The text delves into the unique psyche of poets, who look beyond common sense to shape reality through a “magical lens.” It describes the poet as a translator of colors, feelings, and images that exist in a rare, pure imagination. Instead of judging the world, poets simply experience it with their eyes of reality closed and eyes of imagination open. They are portrayed as generous but lonely figures, struggling to communicate truths that ordinary language cannot fully grasp, ultimately giving meaning to beauty that would otherwise remain misunderstood.

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Crônicas

Interação ausente

O autor reflete sobre a necessidade inerente do ser humano de interagir com o ambiente e com seus semelhantes. O texto destaca o papel fundamental do tato como o sentido que estabelece a verdadeira intimidade e percepção. Ao contrastar a evolução humana com a atualidade cibernética, o autor critica a troca das texturas e do contato físico pela “frieza das telas”. A conclusão é um alerta: ao perdermos o tato físico, perdemos também o “tato” social (a sensibilidade), desfigurando nossa identidade em busca de aceitação virtual.

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Crônicas

Sobre raios que caem

Com um toque de ironia e ceticismo saudável, a crônica subverte o ditado popular sobre raios e tempestades para discutir a autonomia humana. O autor nega a ideia de um universo benevolente ou vingativo, tratando-o como uma mera representação. A falha dos projetos não é um sinal cósmico, mas uma questão de lógica ou execução. No fim, o texto exalta a singularidade humana: a capacidade de projetar, buscar um lugar no mundo e persistir com gana, mesmo ciente da finitude e das intempéries.

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Crônicas

Craques anônimos

A crônica explora o paradoxo da palavra “craque”, que define tanto a excelência técnica quanto a destruição pessoal. O autor reflete sobre a obsessão moderna pela fama monetizável, comparando-a a uma droga, e resgata o valor do “craque real”: aquele mestre anônimo — o pedreiro, o alfaiate, o guardador de memórias — que possui uma magia técnica inigualável sem precisar de grife. O texto culmina em uma ode ao professor, o maior dos craques anônimos, que transforma vidas nas sombras do tempo.

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Textos en español

Cosas absurdas

El autor reflexiona sobre lo absurdo de malgastar el tiempo en disputas fútiles, desde pleitos por un lugar de estacionamiento hasta la violencia irracional en el fútbol. El texto critica la vigilancia vecinal y la manía de querer “arreglar el mundo” sin antes cuidar la propia vida. Define la existencia como un escenario teatral donde discutir con ignorantes es una batalla perdida. Al final, sugiere que intentar corregir cada absurdo de la vida nos vuelve tan ridículos como aquellos que cometen los errores.

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Crônicas

Para quem eu escrevo?

O texto explora a inquietude do autor diante da pergunta “Para quem escrevo?”. Através de memórias da infância e metáforas sobre ilhas desertas e arquivos celestes, o autor descreve a escrita como uma pulsão interna, uma necessidade de traduzir o interior em palavras. Ele revela que todo escritor nasce de um leitor voraz e que, no fim, o ato de escrever é uma conversa profunda consigo mesmo, mantendo sempre a esperança silenciosa de que, algum dia, em algum lugar do universo, outra alma encontrará seus fragmentos de memória.

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Crônicas

Fio da navalha

O texto reflete sobre o limite da tolerância humana diante de discursos violentos e dogmáticos. Analisa como a falta de disposição para o diálogo, somada à distorção de fatos históricos e científicos, cria um ambiente de “fio da navalha”. Aborda o fenômeno da agressão coordenada na internet, onde grupos tentam eliminar virtualmente quem pensa diferente, transformando convicções em “fatos” perigosos. Por fim, questiona a viabilidade do perdão e sugere o silêncio estratégico como uma ferramenta de contenção contra a barbárie.

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Texts in English

Ridiculous things

The text explores the “silly” nature of human conflict in urban settings, from parking lot disputes to heated debates over professional sports. It argues that most social friction arises from trying to control or change others’ routines and opinions. The author suggests that since life is a “theatre stage,” the most rational path is to disengage. Agreeing with the ignorant is often a tool for peace, as trying to fix the world’s absurdities only makes one part of the ridiculousness.

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Crônicas

Contrassenso

O autor reflete sobre a natureza ilógica do ser humano, que frequentemente abandona o conforto em busca de aventuras perigosas ou destrói o que deveria preservar. Entre o asfalto dos engarrafamentos e o silêncio observador dos tímidos, o texto questiona as máscaras sociais e a ambição que apaga o passado. Ao final, o contrassenso é apresentado não apenas como erro, mas como a própria essência que nos permite viver momentos únicos e desafiar a previsibilidade da vida.

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Abertura

Vida de maluco

O autor rememora figuras icônicas de sua juventude, como Onestaldo (Nescau), que uivava “Babalu” no Morro da Coroa, o enigmático Aranha e o lendário Profeta Gentileza. A crônica reflete sobre como esses “malucos de bairro”, outrora usados como espantalhos infantis, tornaram-se símbolos de uma autenticidade perdida. Ao final, traça um paralelo crítico entre a loucura genuína desses personagens solitários e as “bizarrices fabricadas” pela televisão moderna em busca de cliques e audiência.

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