Autor: Nilson Lattari

Crônicas

Mundo impuro

Esta crônica mergulha na seletividade do olhar humano sobre o que consideramos “limpo” ou “sujo”, revelando que a verdadeira impureza reside na desigualdade social e no julgamento moral. O texto questiona a estética da “pureza” que ignora a realidade das ruas e a falta de acesso básico, como a água tratada, apontando que as populações são “impuras” não por escolha, mas por serem ignoradas pelo sistema. O autor expande a reflexão para o campo da ética, denunciando a hipocrisia de quem terceiriza culpas e utiliza nomes pomposos para justificar transgressões em nome da sobrevivência ou do sucesso, concluindo que a essência humana se perde ao definir pureza apenas a partir de interesses mesquinhos.

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