Contra o que você é contra?
Muitas desculpas são arrumadas para se contrapor a uma ideia. Há dois mil anos um homem, dizem os que fingem acreditar Nele, morreu por nossos pecados. No entanto, Ele morreu pelo pecado de cuidar e ouvir os pobres, os injustiçados. E, enquanto Ele cuidava, por certo não incomodava quem poderoso e temente ao Seu Pai se achava. Mas quando a Sua ideia cresceu e os ricos e poderosos se incomodaram, eles correram para seus algozes (antes romanos, hoje, quem sabe, países poderosos) para que aquela ideia fosse sufocada.
Conseguiram seu intento, e a ideia foi arrastada pelas ruas, assistida por homens e mulheres de bem, ternos cuidadores de cachorros abandonados e propagadores de imagens de santo, tentando dar uma ideia de humanidade. Quem sabe, se camisas coloridas tivessem teriam dado uma bela moldura para fotos, a manchete da mídia da hora?
A ideia não morre, ela continua a florescer em Joana D’Arc, Gandhi, Mandela e outros. Ela é persistente e muitas vezes parece estar guardada em uma cela, porque assim querem os falsos religiosos fazer.
Uma ideia não morre, e com certeza não vai morrer. Ela vai tentar ser encoberta sob falsas acusações, vai até mesmo ser trocada por ladrões, mas o calvário em que ela desfilou há dois mil anos atrás, assistida pelos homens e mulheres sequiosos dela e aqueles que se regozijaram com a sua perda, fazendo a claque dos seus senhores vai ficando cada vez mais leve.
A liberdade, para muito poucos que a temem porque lhes tirará o naco do poder, é a mesma que amedronta aqueles que no fundo a temem porque não sabendo o que fazer com ela, a entregam a supostos donos. A liberdade dá medo, o novo dá medo, mas ele não pode ser menor do que a prisão que aguarda os que pecam em seu nome.
Origem da foto: Foto de GR Stocks na Unsplash
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