Luzes de neon
O texto apresenta uma reflexão melancólica sobre a iluminação artificial das cidades, personificada pelas luzes de neon. O autor descreve o neon como uma “pasteurização do nada”, uma luz insípida que, ao contrário do calor solar ou da suavidade da lua, desfigura cores e transforma pessoas em fantasmas. A crônica estabelece um paralelo poderoso entre esses letreiros urbanos e as telas dos celulares, sugerindo que ambos são artifícios que nos afastam da pureza do real e da verdadeira beleza da noite.
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