Autor: Nilson Lattari

Crônicas

Para quem eu escrevo?

O texto explora a inquietude do autor diante da pergunta “Para quem escrevo?”. Através de memórias da infância e metáforas sobre ilhas desertas e arquivos celestes, o autor descreve a escrita como uma pulsão interna, uma necessidade de traduzir o interior em palavras. Ele revela que todo escritor nasce de um leitor voraz e que, no fim, o ato de escrever é uma conversa profunda consigo mesmo, mantendo sempre a esperança silenciosa de que, algum dia, em algum lugar do universo, outra alma encontrará seus fragmentos de memória.

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Crônicas

Fio da navalha

O texto reflete sobre o limite da tolerância humana diante de discursos violentos e dogmáticos. Analisa como a falta de disposição para o diálogo, somada à distorção de fatos históricos e científicos, cria um ambiente de “fio da navalha”. Aborda o fenômeno da agressão coordenada na internet, onde grupos tentam eliminar virtualmente quem pensa diferente, transformando convicções em “fatos” perigosos. Por fim, questiona a viabilidade do perdão e sugere o silêncio estratégico como uma ferramenta de contenção contra a barbárie.

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Texts in English

Ridiculous things

The text explores the “silly” nature of human conflict in urban settings, from parking lot disputes to heated debates over professional sports. It argues that most social friction arises from trying to control or change others’ routines and opinions. The author suggests that since life is a “theatre stage,” the most rational path is to disengage. Agreeing with the ignorant is often a tool for peace, as trying to fix the world’s absurdities only makes one part of the ridiculousness.

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Crônicas

Contrassenso

O autor reflete sobre a natureza ilógica do ser humano, que frequentemente abandona o conforto em busca de aventuras perigosas ou destrói o que deveria preservar. Entre o asfalto dos engarrafamentos e o silêncio observador dos tímidos, o texto questiona as máscaras sociais e a ambição que apaga o passado. Ao final, o contrassenso é apresentado não apenas como erro, mas como a própria essência que nos permite viver momentos únicos e desafiar a previsibilidade da vida.

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Abertura

Vida de maluco

O autor rememora figuras icônicas de sua juventude, como Onestaldo (Nescau), que uivava “Babalu” no Morro da Coroa, o enigmático Aranha e o lendário Profeta Gentileza. A crônica reflete sobre como esses “malucos de bairro”, outrora usados como espantalhos infantis, tornaram-se símbolos de uma autenticidade perdida. Ao final, traça um paralelo crítico entre a loucura genuína desses personagens solitários e as “bizarrices fabricadas” pela televisão moderna em busca de cliques e audiência.

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Crônicas

Gincana de risos

Uma gincana de bairro mobiliza a comunidade em busca de objetos inusitados, culminando no desafio de obter uma peça íntima do morador mais idoso. A busca leva ao Seu Rico, um senhor que, prestes a sair para um namoro, revela não usar roupas íntimas por pura praticidade. Em um desfecho hilário e apoteótico, o próprio idoso é carregado nos braços como a prenda viva, celebrando a surpresa e a quebra de protocolos de forma inesquecível.

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Textos en español

Hacer el bien

El autor analiza la famosa frase “hacer el bien sin mirar a quién”, contrastando la teoría de los cultos con la práctica cotidiana. El texto cuestiona si la bondad se utiliza a menudo como un intercambio para asegurar un lugar en la eternidade o para alimentar el orgullo propio. Plantea una visión audaz: en lugar de celebrar la caridad, deberíamos construir sociedades tan equilibradas que el auxilio por hambre o frío ya no fuera necesario, eliminando así el “bien” que necesita del mal para existir.

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Crônicas

Previsões e erros

O autor explora a obsessão da humanidade em antecipar o amanhã, seja através de astros, cartas ou estatísticas. O texto reflete sobre como essa busca nasce da nossa insegurança perante a perenidade da vida e o medo do imponderável. Ao contrastar sociedades de destino rígido com a fascinante incerteza da vida moderna, a crônica conclui que a melhor previsão não vem de oráculos, mas do cuidado com a saúde mental e da prática de boas ações hoje, garantindo que a colheita futura não seja a solidão.

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Crônicas

A dor das coisas eternas

O autor reflete sobre a natureza do eterno, contrastando a finitude dos sistemas opressores com a perenidade dos sentimentos humanos. O texto discute como o mal consome quem o pratica, enquanto o bem se revela na solidariedade e na gratidão profunda. A crônica culmina em uma análise sensível sobre o amor e a perda, defendendo que a eternidade mais pungente é aquela sentida na falta do ser amado, onde a memória transforma um sentimento em uma dor que se recusa a findar.

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Texts in English

Infinite beauty

The essay examines the transition from beauty to the sublime, defining the latter as an untouchable, vast, and often frightening force. While beauty attracts through perfection, the sublime overwhelms the soul through magnitude—be it a raging river or the infinite reaches of space. It posits that facing forces beyond our control inspires a mix of fear and respect. Ultimately, the sublime is found in the act of overcoming: when art or nature challenges our destiny and forces a profound change in our behavior and spirit.

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Crônicas

Metáfora da existência

O texto propõe que a humanidade vive sob uma “metáfora da existência”, onde a mentira e a jactância (bazófia) se tornaram ferramentas de sobrevivência. Através da tecnologia e das redes sociais, construímos mundos inexistentes, escondendo limitações e fugindo da coragem de admitir falhas. O autor alerta que, ao nos apoiarmos na ignorância e na ostentação do que não somos, estamos edificando uma realidade impossível de sustentar, transformando nossa passagem pelo mundo em um rastro de fatos distorcidos e essências vazias.

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Textos en español

¿Cuantos años tienes?

El texto explora la edad como una construcción que va más allá de los números, analizando cómo la sociedad juzga la madurez y la juventud. El autor cuestiona las presiones estéticas, especialmente sobre las mujeres, y redefine la vejez no como una decadencia, sino como el conocimiento de los propios límites. Al final, el tiempo se presenta como un verdugo inevitable, pero el ser humano encuentra su victoria en la capacidad de luchar, sonreír y mantener su esencia a pesar de la finitud física.

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