Autor: Nilson Lattari

Crônicas

Amor e julgamento

A crônica questiona a possibilidade de um julgamento justo sem a presença da compaixão. O autor argumenta que a frieza matemática do raciocínio é uma utopia desumanizadora e que o verdadeiro ato de julgar exige uma dose de amor e empatia. Ao diferenciar justiça de vingança, o texto propõe que o amor, em síntese, é a tentativa de compreender os motivos do outro sem abrir mão da autopreservação. O desfecho exalta o amor-próprio como a forma final de justiça: o silêncio e a liberdade de seguir em frente após a injúria.

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Crônicas

Desejo de fazer

O texto reflete sobre a força do desejo e a importância de transformá-lo em ação por meio de projetos realistas. Alerta sobre o perigo de procrastinar e deixar os anos passarem sem tentar, destacando que o fracasso faz parte do processo e serve como aprendizado. Ao final, ressalta que muitos abandonam seus sonhos por insegurança e nos convida a agir enquanto há tempo, valorizando a arte de desejar e realizar.

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Crônicas

Beleza infinita

O texto propõe uma distinção profunda entre o belo e o sublime. Enquanto o belo é descrito como algo que nos atrai pela perfeição, harmonia e detalhes, o sublime é apresentado como uma força maior, ligada à grandiosidade, ao assombro e ao infinito.

O autor argumenta que a beleza se torna “infinita” quando deixa de ser apenas contemplativa e passa a ser transcendental. Essa experiência é ilustrada pela imensidão incontrolável da natureza — como florestas, montanhas e o espaço sideral — que nos faz sentir pequenos, mas também nos convida à superação. Em última análise, o sublime é definido como uma força de transformação: uma beleza que não apenas agrada aos olhos, mas abala a alma, muda comportamentos e nos eleva para além do imaginável.

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