Autor: Nilson Lattari

Texts in English

What drives our days?

The text reflects on how time accelerates as we trade our early sense of adventure for hollow, predictable routines. It questions whether consumerism and duties are the only forces driving us, proposing instead that we can “re-color” our days. By embracing small surprises—like a different path home or a conversation with a stranger—we transform our lives from a series of bureaucratic steps into a vibrant film. Ultimately, it suggests that willpower and the “small madness” of following our desires are what truly turn a passing day into a lasting memory.

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Crônicas

Luzes de neon

O texto apresenta uma reflexão melancólica sobre a iluminação artificial das cidades, personificada pelas luzes de neon. O autor descreve o neon como uma “pasteurização do nada”, uma luz insípida que, ao contrário do calor solar ou da suavidade da lua, desfigura cores e transforma pessoas em fantasmas. A crônica estabelece um paralelo poderoso entre esses letreiros urbanos e as telas dos celulares, sugerindo que ambos são artifícios que nos afastam da pureza do real e da verdadeira beleza da noite.

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Crônicas

Cortinas de vidro

A crônica explora as diversas faces do isolamento humano, comparando os muros físicos dos manicômios às “cortinas de vidro” do mundo virtual. O autor questiona se as redes sociais e as rotinas extremas de trabalho não seriam formas voluntárias de confinamento, onde a transparência da tela esconde um isolamento profundo. Entre a vida de aparências e a busca por objetivos rígidos, todos parecem habitar um manicômio coletivo, onde a sanidade é apenas uma máscara para esconder as identidades aprisionadas em muros de contenção digitais.

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Crônicas

Ditadura do clique

A crônica analisa a evolução da liberdade de expressão, da isegoria ateniense aos tribunais digitais de hoje. O autor questiona a qualidade do debate contemporâneo, onde o direito de falar não garante o direito de ser ouvido, resultando em um “diálogo de surdos”. O texto alerta para a falta de limites e educação no trato público, destacando como a ditadura dos cliques e os algoritmos agora ditam o ritmo das ideias, transformando a liberdade em um campo de batalha onde reputações são assassinadas sem direito à defesa equânime.

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Textos en español

Belleza infinita

El texto explora la distinción entre la belleza convencional y la grandeza de lo sublime. Mientras que la belleza nos atrae por su perfección, lo sublime nos transporta a un lugar de asombro y temor ante lo inmenso e incontrolable, como la fuerza de la naturaleza o la inmensidad del espacio. El autor propone que lo sublime no es solo una categoría estética, sino un acto de superación y cambio interno: cuando una obra de arte o un desafío nos obligan a evolucionar y desafiar el destino, alcanzamos esa “belleza infinita” que reside en la trascendencia del alma.

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Crônicas

Ser constante

O texto reflete sobre a “arte de continuar” como a força motriz que move empreendedores, artistas e pesquisadores. Mais do que apenas buscar o sucesso, o autor explora a resiliência como uma expressão do talento que se basta, onde o criador insiste na perfeição por uma necessidade interna, independentemente da plateia. A narrativa aborda o peso do tempo, a aceitação do fracasso como aprendizado e a compreensão de que a vida é um fluxo contínuo de perguntas e respostas que herda e aperfeiçoa o legado dos antepassados.

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Crônicas

Informação x ideias

O texto explora o conceito do “néscio moderno”, aquele que habita a internet não por falta de informação, mas por uma escolha deliberada pela ignorância. Diferente do preguiçoso, o néscio cultua seu recorte de realidade e se torna um “cego digital”, refém de influenciadores e discursos convincentes que apenas validam seus preconceitos. O autor reflete sobre o paradoxo de termos a IA e a informação a um clique, enquanto o discernimento — a capacidade de separar o joio do trigo — torna-se cada vez mais escasso em um mar de pensamentos circulares.

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Texts in English

What do poets see?

The text delves into the unique psyche of poets, who look beyond common sense to shape reality through a “magical lens.” It describes the poet as a translator of colors, feelings, and images that exist in a rare, pure imagination. Instead of judging the world, poets simply experience it with their eyes of reality closed and eyes of imagination open. They are portrayed as generous but lonely figures, struggling to communicate truths that ordinary language cannot fully grasp, ultimately giving meaning to beauty that would otherwise remain misunderstood.

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Crônicas

Interação ausente

O autor reflete sobre a necessidade inerente do ser humano de interagir com o ambiente e com seus semelhantes. O texto destaca o papel fundamental do tato como o sentido que estabelece a verdadeira intimidade e percepção. Ao contrastar a evolução humana com a atualidade cibernética, o autor critica a troca das texturas e do contato físico pela “frieza das telas”. A conclusão é um alerta: ao perdermos o tato físico, perdemos também o “tato” social (a sensibilidade), desfigurando nossa identidade em busca de aceitação virtual.

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Crônicas

Sobre raios que caem

Com um toque de ironia e ceticismo saudável, a crônica subverte o ditado popular sobre raios e tempestades para discutir a autonomia humana. O autor nega a ideia de um universo benevolente ou vingativo, tratando-o como uma mera representação. A falha dos projetos não é um sinal cósmico, mas uma questão de lógica ou execução. No fim, o texto exalta a singularidade humana: a capacidade de projetar, buscar um lugar no mundo e persistir com gana, mesmo ciente da finitude e das intempéries.

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Crônicas

Craques anônimos

A crônica explora o paradoxo da palavra “craque”, que define tanto a excelência técnica quanto a destruição pessoal. O autor reflete sobre a obsessão moderna pela fama monetizável, comparando-a a uma droga, e resgata o valor do “craque real”: aquele mestre anônimo — o pedreiro, o alfaiate, o guardador de memórias — que possui uma magia técnica inigualável sem precisar de grife. O texto culmina em uma ode ao professor, o maior dos craques anônimos, que transforma vidas nas sombras do tempo.

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Textos en español

Cosas absurdas

El autor reflexiona sobre lo absurdo de malgastar el tiempo en disputas fútiles, desde pleitos por un lugar de estacionamiento hasta la violencia irracional en el fútbol. El texto critica la vigilancia vecinal y la manía de querer “arreglar el mundo” sin antes cuidar la propia vida. Define la existencia como un escenario teatral donde discutir con ignorantes es una batalla perdida. Al final, sugiere que intentar corregir cada absurdo de la vida nos vuelve tan ridículos como aquellos que cometen los errores.

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