Adversidades
Quem nunca se deparou com um obstáculo inesperado? O futuro traçado com esmero e cuidado, buscando as melhores maneiras de falar e dizer as coisas certas. Em outros momentos, treinos diante do espelho, conjecturando expressões, imaginando o que o outro lado vai pensar ou tudo o que poderia acontecer na situação que será experimentada.
O “se” é a grande incógnita no universo das conquistas que temos a nossa frente. As possibilidades são muitas, tantas as positivas quanto às negativas.
No entanto, ocorre o evento chamado “cisne negro”, aquilo que foge de tudo o que imaginamos e nos faz pensar onde nós erramos. No caso se, realmente, erramos, ou então subestimamos os acontecimentos e as nossas probabilidades.
Então: O que fazemos com as nossas adversidades?
Se pensarmos bem, viver é um teste permanente e são treinos que se sucedem e, de fato, não podemos não atingir os nossos objetivos. Seria um paralelo com a utopia, que retrocede um passo a cada passo que avançamos em sua direção, como disse Eduardo Galeano.
Para cada ação há uma reação. Para cada passo que avançamos, provocamos algum tipo de onda no futuro, que vai modificar as nossas perspectivas. Quando imaginamos, quando jovens, o que seríamos no futuro, o futuro, ele próprio, frequentemente modifica a nossa trajetória. É certo que para alguns o futuro desejado acontece, mas estamos falando de alguns privilegiados, cobertos pela segurança familiar ou econômica, que podem tratar as adversidades como pequenos contratempos. Mas, para muitos, as adversidades são muros intransponíveis e a única alternativa é buscar outros rumos ou outras formas de realização.
A pergunta seria quem se aproveita mais das adversidades? Aquele que viu seu projeto se realizar sem maiores problemas, ou atrasos não importantes, ou aquele que lutou bravamente e tentou diversas vezes ultrapassar as suas dificuldades, que ao primeiro nem passou perto do fracasso? A resposta é óbvia.
As oportunidades que as adversidades nos trazem é, exatamente, proporcional à experiência adquirida ao longo da nossa jornada que é viver.
Quando somos derrotados por alguém em um simples jogo de xadrez ou pingue pongue, em vez de nos sentirmos derrotados, deveríamos pensar que, aquele que se junta ao seu vencedor, para aprender como ele faz, ganha muito mais oportunidades de vencer as adversidades no futuro: seria o caminho das pedras.
Adversidades proporcionam oportunidades para esses “derrotados” eventuais. Já sabem o que não dá para fazer e, portanto, podem tentar, mas de uma outra maneira, outras formas de superar dificuldades
Ao paciente resta a paciência de esperar a sua vez. Não adianta muito provocar e insistir no mesmo erro, portanto, resta saber até onde podemos ir. Se não podemos saltar, podemos nos imiscuir por baixo do obstáculo e pensar, verdadeiramente, se aquilo que queremos faz parte do nosso universo ou se apenas estamos seguindo uma onda que não nos pertence, uma das possíveis causas das adversidades.
Origem da foto: Foto de Christelle Hayek na Unsplash
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